domingo, 5 de fevereiro de 2012

When the pain isn't enough

O título diz: "Quando a dor não é o bastante", obviamente, há outras traduções e interpretações. Por que? Quando não há palavras para expressar o que se sente, tudo o que é possível fazer é sentir dores, uma delas é conhecida como impotência. Neste país tal palavra é somente usada como um mal que afeta homens em relações sexuais, portanto, partindo deste principio, pode-se dizer que muitas pessoas sofrem de impotência e não sabem e o que é pior, afirmam que jamais passariam por isso.
Impotência mental (ou intelectual) é quando não se consegue encontrar soluções para certos problemas, e possível até dizer que a pessoa se encontra com "mãos atadas", bom, a sensação é bem parecida: imagine que uma barra de ouro esteja no chão mas por algum motivo não consegue se abaixar para pegá-la, bom, parece exagero, mas se pensar bem, coisas similares ocorrem todos os dias.
Pessoas intelectuais costumam resolver problemas apenas com o dom da comunicação, conseguem entender e se expressar perfeitamente com seus semelhantes a ponto de tornar aquilo que era intrigante e desagradável uma brincadeira de criança. Outras pessoas simplesmente se julgam no direito de não compreender os outros apenas por luxo ou algo parecido causando assim um transtorno cujo qual todos saem machucados de alguma forma.
O problema de pessoas que compreendem as outras é a frequência: ouvem tanto e são cobradas inúmeras vezes que uma hora simplesmente não dá mais para aguentar. A gota d'água é que todos apontam suas armas para ela em sinal de pura incompreensão, hora, qual é o pecado tão grave deste ser? Será que quanto mais nobre ele se mostra menos erros deve cometer? Não se pode falar de injustiça, pois, mesmo o Todo Poderoso afirmou a Noé que o mundo não é justo, então, um pobre humano não pode reinvidicar absolutamente nada de outra pessoa, pois, há o livre arbítrio para barrar.
Cobranças são como tapas no rosto: adoecem aos poucos com amargura, criam fronteiras tão bem protegidas entre pessoas que até a fronteira dos E.U.A e México ficariam com inveja além de fazer mudar o mais puro dos seres. Mesmo aqueles que juram não ligar para dívidas têm pesadelos com suas cobranças, aliás, nem é necessário dever para ser cobrado, basta estender a mão uma vez e o mesmo gesto será cobrado no futuro, seja pela mesma pessoa ou por outra. Para simplificar, se "A" observa "B" estendendo a mão generosamente para "C", então "A" cobrará o mesmo a "D" que não tinha nada a ver com o assunto, porém, é da mesma espécie e ESPERAM QUE TENHA O MESMO COMPORTAMENTO, ou seja, basta ser humano para ser cobrado, crianças que ainda nem nasceram serão cobradas no futuro por causa daquele que já morreu... isso parece ser uma regra BEM ESTÚPIDA, mas é assim que as coisas funcionam. Solução? Quem dera este  texto tivesse tal finalidade ou sabedoria, talvez esta seja mais uma daquelas questões que um indivíduo deve apenas aceitar e ponto final, entretanto, há a opção de isolar-se, evitar ao máximo o contato com outros posto que tudo que fizer de bom ou ruim gerará uma cobrança futura, ninguém é justo o suficiente para não fazer isto.

"A questão é: como criar mais paciência em uma mente já tão abalada com os outros? Nunca somos suficientemente bons para ninguém! O pior é que alguns de nós ainda tem a decência de alertar sobre nossos erros, nossas faltas que tanto machucam os outros, mas ainda assim não é suficiente! Eles quem mais! Sempre  mais! até a última maldita gota de sangue!!! Como criar amor ao próximo se é muito fácil odiá-lo por nos machucar?! Nem se quer a dor é suficiente (e agora digo apenas por mim): ou não notam que está doendo fundo aqui ou a meta para causar dor é imensamente alta. Será que estou errando em algo? Será que tenho que aumentar minha resiliência para aguentar mais a dor? Se for isso, tenho que sair correndo de tudo, de todos e inclusive de mim."

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Hora de pensar

Coisas ruins, de ondem vem?

Há uma palavra que define a definição: relatividade. Não há como definir o que, por natureza, pertence aos outros, como, por exemplo, sentimentos. O que muitos amam outros odeiam, o que vários detestam alguns suportam e assim por diante. Quando um sujeito se encontra em uma situação desagradável ele cria um sentimento de desconforto dentro de si que cresce sem parar até que o fator motivador seja extinto, porém, isso não pára por ai: depois do momento ruim vem a reflexão causada por ele, onde, por consequência, nascem outros sentimentos como raiva e/ angústia.
Tudo o que é bom ou ruim é, de fato, criado de dentro para fora, contudo, pessoas acreditam que o OUTRO faz com que fiquem com raiva, ódio, tristeza, etc. Não pode ser! Como  um indivíduo pode ENTRAR NA ALMA E NA MENTE de OUTRO e conjurar sentimentos?! O fato é que a mente humana cria emoções, estas, por sua vez, são motivadas pelo contexto em que cada um se encontra, em outras palavras, a ação de fora provoca uma reação por dentro de cada um (mesmo este texto é uma reação do mundo externo).
É prudente que cada humano consiga estabelecer limites internos: reagir da maneira mais adequada a cada ação externa para que não provoque reações nocivas na mente, na alma e no corpo. Quem se importa demais com que os outros dizem acabam por danificar sobretudo a própria mente causado baixa auto-estima, covardia, falta de vontade, pouca fé (em si mesmo), etc. Não é preciso dizer que tudo isto precisa ser curado o mais breve possível, porém, ai entra o livre arbítrio.

É hora de amadurecer, preparar o espírito para um mundo já devastado por almas rastejantes que sugam a energia do outro, ou seja, cada humano afetado por certos males tende a infectar o outro, e assim por diante. A melhor arma é proteção intelectual, não absorver "porcarias" de terceiros e, se possível, de "segundos". Deixar que outra pessoa o irrite é um belo exemplo de invasão de privacidade: um sujeito fala algo hostil, quem ouve se enfurece e o dano já foi causado, mas em quem não deveria. "Ahhh! Mas eu não engulo sapo não!!!" Engolir sapo é melhor do que engolir próprias tripas por alguém que não paga suas contas!!! É melhor do que se importar com alguém que não SABE o peso da cruz que você carrega todos os dias!!!

Dica da madrugada? [05h09 AM] - Não crie vermes para que te devorem no futuro, não crie trevas dentro de si, afinal, todos os seres humanos têm luz e trevas na alma, ou seja, os Homens já têm que exorcizar seus próprios demônios todos os dias, uma a mais ou um a menos sempre  fará MUITA diferença, pois, um minuto no inferno deve durar cinco dias na Terra.


quinta-feira, 7 de julho de 2011

Power Word: Fortitude

[1st Person On] Minha Palavra Favorita! [1st Person Off]

O que significa PODER? Resistência, Firmeza, Fortaleza e Coragem! Não foi retirada do dicionário, esta palavra tem significado singular, ou seja, cada um a interpreta como bem quiser.
No último tópico foi mencionado que um sujeito pode criar dentro de si dois status diferentes: Positivo e Negativo, pois bem, a melhor coisa que alguém pode fazer é criar uma luz dentro de si, principalmente quando vem acompanhada de determinação. As quatro palavras destacadas definem bem esta luz.
O poder interno é o melhor deles, pois, vem da energia Suprema que todos têm desde que vieram ao mundo, em outras palavras, trata-se de um dom, um talento do espirito que é presenteada pelo Criador, porém, ele não se cria sozinho: é necessário cuidar bem como uma criança, regar como uma planta, etc. O humano tem a oportunidade nas mãos, e deve aproveitá-la bem, para crescer, tornar-se forte, firme, resistente e, sobretudo, corajoso para que encare de frente os problemas da vida bem como as dúvidas.

Foi dito no último tópico que não existem provas a respeito de tais magias ou feitiços, entretanto, é possível que os humanos se tornem feiticeiros e assim possam conjurar EM SI MESMOS (e todos os dias) uma magia ou um encantamento que devolverá a merecida luz ao espirito, então que assim seja!

Power Word: Fortitude!
Resistência!
Firmeza!
Fortaleza!
CORAGEM!


[1st Person On] 
God has blessed me again, i can feel it! Now i'm heading to the truth and glory, that's because i've found the core of my spirit and i'll gather my talents back! The talents that i denied for so long are precious gifts from God! Thanks so much!
[1st Person Off]



Shadow Word: Emptyness

Em jogos de RPG, o título representaria, certamente, um status negativo, isto é, aquele que é afetado recebe o malefício da palavra destacada, no caso, "emptyness", que em português significa: vazio.
Logicamente, não há provas de que tais bruxarias ou feitiços existam na vida real, entretanto, humanos não precisam de magos, feiticeiros ou bruxas para se sentirem mal ou se deixar cair. Todos possuem a capacidade de criar dois tipos de "status" dentro de si: positivo e negativo. Dizem ainda que há o estado Neutro, porém, seria teoricamente difícil equilibrar algo que não se pode tocar ou ver...

Há simplesmente certos dias em que nada resolve o problema, na verdade, ele nem existe, quando não se tem algo palpável é sinal de abstração, como a paixão, tristeza, etc. Eles ESTÃO AI, porém, não podem ser vistos, tocados, removidos com as unhas, ...
São frutos da ação humana? Quem sabe?! O indivíduo fica mal por vários motivos mas sem um culpado a não ser ele mesmo, prevenir certos estragos é perfeitamente possível, ...
Palavras não são suficientes para definir certos estados físicos-emocionais, por isto, nenhuma definição pode ser exata nestas horas, ...
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Ás vezes perguntam se ele está triste, entretanto, o que poderiam fazer se fosse o caso? Perguntam sobre o problema mas não passam disso! Todos sabem que é bom ser educado, mas esquecem de uma excelente regra da boa educação: na dúvida, fique quieto!!! Falar desnecessariamente só pode piorar as coisas!
Nem todo mundo.... QUASE TODO MUNDO age de forma diferente e não se pode reclamar disto, pois, faz parte da natureza humana, nada mais, nada menos...

Ao menos, Emptyness parece ser melhor do que Pain: melhor sentir o vazio do que sentir dor, seja ela qual for.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Hora de Pensar

Quando a dor não é sentida

Sem lições, sem dicas, tão pouco palavras que possam causar reflexão ou qualquer outra sensação. Aquele que está perdido não pode indicar um caminho a ninguém, seria como um velho pássaro sem asas tentando ensinar os filhotes a voar.
Pain! Do inglês. DOR! Palavra conhecida por todos os seres da face da terra, mais temida do que a própria morte, aliás, temem a morte por pensar que vai doer. Dor se compara a sofrimento em algumas ocasiões: separação, perda, falta, solidão. Mas sofrer é um sinal típico da vida... besteira. Todos querem viver, ninguém poucos querem morrer, ninguém quer sofrer.
Há quem diga que pior do que sentir dor e não sentir coisa alguma, talvez faz sentido... as pessoas pensam somente em dor e alegria e se esquecem do que tem ao redor: satisfação, vontade, desejo, inveja, felicidade, orgulho, ... talvez, ainda, a dor seja a última evidência de que um indivíduo tenha algum sentimento, quando passa a sentir apenas a dor física e nada mais é sinal que acabou. Poderia chamar de zumbi com intelecto... outra bobagem! Pode até ser durão, mas sentirá quando acertarem o ponto que realmente dói, não o coração, nem a vaidade, ... talvez o orgulho ou a alma.
Não é necessário um indivíduo para destruir outro, basta parar de alimentar a alma ...e não há lições do que foi dito: todos são feitos de experiência, o que ela grita freneticamente é: se partir o laço que une os sentimentos com sigo mesmo, estará fadado a perdição, perdido, ao mesmo tempo que sabe onde está, não faz ideia de onde possa estar.
Tal dor não pode se descrita, pois, não é sentida... sabe-se que está lá! É um buraco e precisa se preenchido, não pode alguém, não com sentimento nem conhecimento (talvez com mais sabedoria e intelecto)... o vazio é o pior tipo de dor, não é conveniente beber deste veneno, o indivíduo fica imune a outros: nada pode tocá-lo nem ofendê-lo já que tudo é indiferente, porém, o preço é alto demais, muito já foi perdido ... não há mais nada para perder quando não se sabe mais quem é.

"I would like to transform my feelings into music, for some reason, i can't do that anymore... i pray for God: do not punish me like that, music was my soul, my life, but now, it's GONE! Forgive me God, and i swear you: i'll accept what i always denied: my talent. i Didn't believe it, for my soul, i will forevermore believe that."

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Terceira pessoa do singular (entrelinhas)

Singularidade: característica particular que destaca um indivíduo e o diferencia do outro. Pode-se ser notada  tanto no modo de agir quanto em uma habilidade especial.

Observa e guarda, percebe e reflete, compara e conclui, entende mas não interfere... Aquele que vive nas sombras pode notar tudo em volta, exceto os próprios olhos, uma postura que pode ser voluntária ou forçada, atitude de alguém que já aceitou o próprio ser ou de quem procura a si mesmo. O observador não interfere no ciclo, talvez por falta de vontade ou então por não achar adequado. Talvez apenas procure respostas para suas dúvidas, muito embora o pronome "eu" jamais lhe passasse pela cabeça, pois, não há tempo para pensar em si quando há um mundo para ser observado.
enquanto observa, esquece das coisas ruins que vivenciou, uma bela forma de purgação
É singular o olhar do observador, um olhar pensante, reflexivo e curioso mas nunca argumentativo, não é hora de se posicionar, é necessário coletar evidências para formular a tese. Mas por que observar tanto? Ter certeza de que é realmente singular? Se é que isto importa. Motivos também não têm vez, continuar olhando, percebendo, pensando... utilizar os cinco sentidos sensoriais é necessário, um observador que se preze os utiliza com maestria.
Foi com o sentido da audição que percebeu que ninguém o ouviu com seriedade e confiança
No fim das contas, a observação pára, pelo menos por alguns instantes, então, o observador junta todas as peças para formular e resolver algo, porém, quando termina percebe que todas as peças que reuniu na verdade formaram apenas uma só peça do grande quebra-cabeça, portanto, o trabalho continua...
A primeira peça do quebra cabeça concluiu que esteve sozinho e está fadado a ficar mudo com voz
Que pergunta é essa que não quer silenciar? Não deixa em paz ! Soa como um grande sino, batendo, batendo ... qual é a incógnita? Quantas perguntas foram abandonadas por ai por falta de interesse? Não importa, ela sempre volta, pois, a vida nada mais é do que um grande livro didático: perguntas devem ser feitas e respondidas para que venha a próxima lição, uma mais difícil, mais avançada, é necessário aprender, errando o acertando, mas NUNCA abandonar uma lição, do contrário, aquela pergunta volta, porém, não com a mesma intensidade, mas sim, com o dobro de complexidade!
Cedo ou tarde a pergunta é reformulada, porém, ninguém responde, pois, ninguém entende seu idioma
A pergunta que o observador deve estar tentando responder é "Quem sou eu?" Por isso observa o outro, talvez, para não cometer erros, entretanto, comente o pecado de julgar... vê atitudes alheias para tentar acertar, porém, acaba errando por se esquecer de que tudo é relativo e todos os humanos têm estradas e caminhos diferentes... tenta entender os sentimentos de um indivíduo, todavia não obtém sucesso, pois, não há como entender o que pode apenas ser sentido.
Não poderia sentir, pois, o coração sangrou até a última gota, portanto, só restava usar o intelecto
Ele, a terceira pessoa do singular, o observador, já não consegue mais pensar e agir em primeira pessoa, não por pensar somente no outro, mas sim, por observar em demasia, portanto, o termo correto é: ele não pode ser a primeira pessoa. Estando em condição de sombra, sem luz, palavras não tem, sobra inteligência, falta-lhe peito, falta-lhe a maior das singularidades: o EU, o indivíduo nas entrelinhas.
...que até hoje é escondido de alguma forma, mesmo não querendo, no fim das contas, dão um jeito de ocultá-lo com o manto da incredibilidade e desconfiança.

Escrito por Rodolfo Guimarães

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Elixir da Logetividade?

Como se sabe, o Homem sempre teve dúvidas a respeito da vida e da morte, muitos com medo de morrer por não saberem para onde vão, outros com receio de viver por se sentirem incapazes de domar a própria existência. Como criaturas racionais, os humanos sempre tentaram solucionar o "problema" da morte, os primeiros homens da ciência, por assim dizer, criaram a Alquimia, uma arte que visa combinar e misturar substâncias extraídas da natureza e contê-las em frascos de vidro (poções), estes provocavam reações diversas em um ser como alívio de dores, sono, agitação, etc. Como todo experimento, havia seus efeitos colaterais indesejáveis como dores, atordoamento e até mesmo a morte.
A arte continuou sendo praticada com o passar dos anos devido ao sucesso de alguns alquimistas que, de algum modo, conseguiram curar doenças e aliviar dores terríveis com suas misturas, pode-se dizer que estes homens foram os primeiros médicos, muito embora tinham mais aspecto de farmacêuticos. Ganharam prestígio da nobreza e realeza, tanto que, segundo lendas, Merlin teria sido um alquimista e, por conta disto, todos aqueles que praticavam a arte da "mistura" receberam o rótulo de magos.
Não demorou muito para que alquimistas ambiciosos criassem teorias sobre misturas e poções: "se é possível remover dores e doenças, talvez haja uma forma de encontrar uma mistura que impeça o corpo de ficar doente, talvez, ir mais além, uma poção que coloque um fim na morte! Um elixir para viver eternamente!". A ideia se espalhou, e todos buscavam a mesma coisa, tudo por conta de uma hipótese baseada em experiências anteriores. Ao que parece, ninguém descobriu um meio, ao menos ninguém que o tenha exposto ao mundo...
Logo no início das grandes cruzadas  cristãs, os primeiros perseguidos foram aqueles que criavam poções para todas as finalidades. A igreja perseguiu alquimistas guiada pelo argumento de que ingerir poções para remover dores ou doenças era pecado mortal, uma profanação, pois, somente o Criador pode decidir o que vai acontecer com o Homem. Aos poucos, a alquimia seria, literalmente, morta, os poucos corajosos que ousavam fabricar poções se escondiam em florestas ou em um porão escuro para não serem purgados pela  santa inquisição.
Bem mais adiante, com a descoberta de novas ciências como física e biologia, esta última levada mais a sério décadas depois, a alquimia já não era mais acreditada, porém, sua teoria permaneceu parcialmente em uma ciência que poderia ser considerada como seu próprio legado: a química.

Hoje, a ciência é mais complexa e mais racional do que antigamente, não há sonhos quando se trata de exatidão, ou uma teoria se baseia em coisas concretas ou é perda de tempo. Doenças são curadas com tecnologia, dores com comprimidos ou algumas gotas, a morte é contida, em alguns casos, em uma sala de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo). Os problemas são os mesmos de 500 anos atrás, só que em outra intensidade num outro contexto. Amanhã, o comprimido poderá ser motivo de "fantasia" tal como as poções de Merlin. A ciência ainda busca os porquês da vida, porém, ainda não descobriu como evitar a morte ou alongar um pouco mais a vida, talvez, os homens da ciência de hoje perderam tais oportunidades quando desviaram o caminho na ascensão da ciência.
Se há como criar um elixir para viver para sempre e se há como viver mais do que se pode aguentar ninguém pode responder com clareza, contudo, os alquimistas de ontrem não queriam viver mais só para aproveitar mais, eles queriam viver para o conhecimento, naquela época descobriram que o saber é infinito, a vida é pouca para tanto conhecimento, portanto, é prudente querer viver mais visto que no final, o conhecimento adquirido é de apenas 0.2% e a lógica é muito simples: se com três ervas diferentes pode-se curar uma dor no coração, quantas ervas precisa-se testar para conseguir com que ele fique saudável por longos anos? (Não é preciso ser matemático para saber que existem bilhões de combinações possíveis a julgar pela variedade de ervas que existem no mundo). Eis o motivo pelo qual eles buscaram o elixir da longetividade, talvez, quisessem somente um motivo para descobrir mais, ... rumar ao desconhecido e, por fim, compreendê-lo, é viver eternamente.

sábado, 2 de abril de 2011

Masquerade: The Dark Side of the Moon

Há algo diferente e sombrio na outra face

Um dia comum, reencontrando pessoas normais, realizando tarefas e cumprindo deveres típicos do dia-dia. É assim que vive um cidadão normal e responsável, em outras palavras, um "cidadão de bem". A sociedade tem o hábito de manter tudo nos trilhos, inclusive ela mesma, alguém que, por ventura, não cumpra com seus deveres é neutralizado de algum modo, tal como fazem os caçadores com feras que perderam o controle. O Homem é racional, porém, pode se enfurecer como qualquer animal de sangue quente (ou frio).
Pouco se fala em "máscaras", cada cidadão tem a sua com o objetivo de não mostrar ao outro sua intimidade, porém, não é uma questão de privacidade, muitas vezes, o indivíduo esconde para que não morra de vergonha ou pensem mal dele. Há outro tipo de pessoa, com outro tipo de máscara e não há uma denominação adequada para esta estirpe. Trata-se daquela que esconde sua fúria com um sorriso no rosto, do mesmo modo faz com as lágrimas. Talvez, apenas não esteja em um bom dia para confidenciar seus problemas com outras pessoas, ou então esteja certa de que não fará nenhuma diferença abrir o jogo a alguém que jamais compreenderá com perfeição seu íntimo.
O problema das máscaras é que se quebram com o tempo mostrando, então, a verdadeira expressão de um indivíduo. Há de se observar que, nem sempre o outro recebe o que vê e compreende a situação, a primeira coisa que faz é se afastar para que "não sobre para ela" - é apenas uma questão de evitar os estilhaços de uma explosão. O motivo do medo é que, todos sabem que existe um lado escuro dentro de cada um, portanto, percebem quando o próximo está em estado de pressão total: prestes a explodir em um surto. 
Algo curioso é o hábito daquela pessoa "boazinha" e "gentil": vive sempre de bom humor, sorrindo para onde quer que o vento sopre, solidária e com bom senso invejável - O caso é que, como uma garrafa, a capacidade chega ao fim, ou seja, aquele sorriso em um momento ruim simboliza absorção de problemas, o que pode causar graves danos à mente: a pessoa não joga fora o que não lhe serve mais, ao contrário, guarda tudo o que é ruim dentro de si para evitar desavença com o provocador. Este tipo de pessoa costuma explodir violentamente quando chega a seu limite, portanto, expõe o lado que jamais mostrara e que até mesmo a própria mãe se surpreenderia.
Tudo isso só mostra o óbvio, tem-se como exemplo a lua: todos notam sua inestimável beleza quando brilha, porém, jamais pensam em seu lado escuro, ninguém olha para o céu em período de lua nova. Assim como ela, o humano tem um lado sombrio, sem beleza, intocável, imperceptível, inimaginável, as pessoas apenas esquecem deste fato, não tomam seus devidos cuidados e precauções, abusam da boa vontade, provocam e testam a paciência do outro, agridem o bom senso (tão raro nos dias de hoje), profanam o respeito com desrespeito, ... tudo isto só faz com que a "máscara feliz" se quebre, uma vez que isto ocorre só se pode esperar, no mínimo, duas coisas: cólera ou indiferença excessiva (do pior tipo).

Seria conveniente que as pessoas tirassem de vez suas máscaras e vivessem de modo franco e autêntico, porém, não é a realidade. As únicas máscaras que quebradas são aquelas que deveriam continuar intactas, pois, estas seguram um "monstro" sem sentimentos e, como se não bastasse, sedento por retalhação emocional. O outro lado da lua pode ser mais assustador do que parece, não há motivos para duvidar que, no mesmo corpo, haja duas personalidades tão diferentes, a dica é não pagar para ver.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Reflexão?

Um pouco mais sobre personalidade

É conveniente definir um termo antes de falar sobre ele, pois, não há como discutir com clareza algo que não se tem conhecimento. Segundo a definição psicológica, personalidade é a "individualidade" de uma pessoa, ou seja, um conjunto de características pessoais que cada pessoa dispõe e que é criada gradualmente conforme seu aprendizado dentro de uma sociedade, o intelecto contribui com a formação da personalidade, porém, em escala menor se comparado com a influência do outro. Algo que pode ser usado como termômetro para a individualidade de uma pessoa é a maturidade, ou seja, quanto mais madura, mais notáveis serão os indícios de personalidade.
Estando claro sua definição, percebe-se que todos os homens são capazes de criar sua personalidade conforme a relação que estabelecem no meio em que vivem, porém, não é bem o que acontece. Muitas pessoas encontram dificuldades em aceitarem a si mesmos e aos outros em sua natureza, logo, para não perderem um ou dois vínculos emocionais, acabam por mudarem a essência e, consequentemente, viverem fadados a seguir a razão alheia. Este fenômeno pode ser chamado de "perda de identidade", quando o indivíduo já não sabe mais o que é (ou como deveria ser).
Muito se fala em ser original, que é o principal indício da personalidade, por exemplo, uma pessoa diferente das outras, com seu próprio estilo, seja ele visual ou intelectual, porém, não é o que se vê: um corte de cabelo de uma atriz de novela é "copiado" por várias mulheres, o mesmo acontece com roupas e até mesmo com o discurso. O mais grave é que os indivíduos que evidenciam tais costumes sabem que não estão sendo originais e se contentam com isto, como se não bastasse, recebem admiração de outros que (ainda) não fizeram o mesmo, tudo isto é consequência da Moda.
Pode-se dizer que a moda se tornou a pior inimiga da personalidade, pois, por conta de uma imagem social, as pessoas descartam suas vontades, desejos e essência para que sigam uma legião comandada por um padrão de beleza. Modelos de roupas são lançados todos os anos com o intuito que ganhar popularidade no mundo da moda e na mídia televisiva, consequentemente, acabam atingindo a massa fazendo-os consumir o mesmo tipo de roupa. O mercado da moda é instável e qualquer novidade de vestuário pode durar somente algumas semanas independente da mão-de-obra dispensada, depois de ganhar o depreciado título "Fora-de-Moda", tudo o que resta é "guarda-roupa", talvez, com uma chance de voltar à vida conforme a vontade da mídia.
Moda e Personalidade são confundida de modo errôneo, não há como negar que individualidade não é o objetivo principal do modismo: a própria história mostra que um estilo não dura por muito tempo. No Brasil, personalidade é pouco usada, o que mais se vê é preocupação com o olhar alheio, sendo isto um costumo lamentável, o indivíduo acaba por olhar o outro e até a si mesmo da mesma forma, estabelecendo críticas infundáveis sobre aparência: "Não estou bem vestido, devo ficar como todos os outros do trabalho" - "Meu cabelo está inadequado para ir à festa" - "Adoro usar brincos, mas pega mal, o que irão pensar de mim?!". A preocupação pelo olhar do outro é doença, um mal que deveria ser tratado, porém, a sociedade já está muito mal acostumada, a maioria pensa mais em "não agredir" os olhos do outro do que no próprio conforto, portanto, criam uma personalidade camuflada com a vontade de terceiros.
Pequenos grupos sociais são provas cabais de que a personalidade é ignorada ou, pelo menos, agredida: um jovem altera seu jeito de ser, mesmo que seu verdadeiro "eu" esteja gritando por dentro, somente para ser aceito em uma determinada esfera, e assim continua o fluxo do rio. Os poucos que ousam nadar contra a maré são duramente expurgados pelas pessoas consideradas "normais": aqueles que tem muitos piercings ou tatuagens pelo corpo recebem olhares ameaçadores daqueles que estão andando na linha estabelecida pela sociedade, um homem que tem cabelo cumprido tem dificuldade de encontrar trabalho, uma calça justa num adolescente ou calça larga para uma jovem são motivos de agressões verbais, a lista continua. Tem-se então a purgação do diferente, a sociedade nega e afasta todos aqueles que não estão entre eles, talvez, por inveja ou admiração excessiva.
É possível aceitar que, no Brasil, não há muitas pessoas que tenham estilo próprio ou individualidade, pois, a sociedade toma medidas drásticas para que isto não ocorra, trata-se de uma reação em cadeira, é como se fosse um trem em movimento que sempre tem vaga para mais um que não quer ser diferente dos outros. Pode-se dizer que, muitas pessoas trocaram suas personalidade pela companhia de algumas pessoas, o que é um fato lamentável. É comum que adolescentes deixem para trás a individualidade para se socializarem com outros, porém, conforme o tempo se esvai, a identidade se perde e se tornam adultos que vivem em função de outros: assim como quando eram jovens, passam a seguir o mais importante/popular deixando-se em segundo plano. Pode-se dizer que a sociedade é como o mar, cardumes que nadam sincronizadamente na direção que lhes for mais conveniente, o peixe que não os seguir se quer será notado e ainda corre o risco de ser devorado por outros cardumes.

Personalidade se tem, ninguém pode ensinar como criá-la, porém, é possível forjá-la conforme o contato com o outro. Estilo próprio sem influência excessiva, algo original, algo novo, algo individual. Não é pecado mortal querer ser o que o livre arbítrio mandar.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Hora de Pensar

Um pouco mais sobre Censura

A censura no Brasil é tão velha quanto o próprio país, os primeiros registros mostram que tal ato de repressão começou no período colonial, ou seja, na colonização do Brasil por Portugal. Logo depois, no período monárquico, houve perseguição contra aqueles que eram contra a escravatura e outros regimes por parte do império. Mais a frente, no início do século XX, em meados dos anos 30, pessoas que tentavam se expressar contra o governo com sátiras e textos irônicos inicialmente através da literatura (no período modernista), os que praticavam o ato eram torturados e até mesmo mortos pelos militares. Em 1964, com o regime militar, a censura ficou ainda pior: toda e qualquer manifestação crítica era punida severamente, todos os civis deveriam se comportar como soldados em um grande quartel. Músicos e escritores foram perseguidos, torturados e até mesmo obrigados a abandonar o país para que algo pior não acontecesse. Todos os veículos de comunicação eram fiscalizados cuidadosamente pelo exército, antes de publicar qualquer texto (visual ou escrito), eram obrigados a adequá-los segundo as normas do regime, até então, no poder.
A história é clara, porém, não houve um fim: a ditadura militar acabou e a censura no país foi enfraquecida. Os veículos de comunicação continuaram a publicar o que julgavam necessário. O rádio noticiava fatos e a televisão mostrava o cotidiano. Censurar é muito mais do que impedir a comunicação, trata-se de ocultar a verdade daquele que busca a informação, sendo que, o objetivo visa sempre a conveniência de alguns. Tem-se como exemplo histórico os militares: censuravam músicas de Gilberto Gil e Chico Buarque pelo simples medo de despertar no povo o senso crítico. A lógica é simples: se TODOS os cidadãos de uma nação abrirem os olhos para uma causa e marcharem juntos por ela, nenhum poder político pode contê-los, em outras palavras, se todos pararem, o mesmo ocorrerá com o país, portanto, não seria interessante acordar uma horda de leões famintos.
Atualmente, século XXI, dizem que não existe mais censura, quem aborda o assunto é censurado: trata-se nada menos do que falta de credibilidade, fizeram com que acreditem que a censura MORREU com a ditadura, o que não é verdade: é possível sair às ruas para protestar, porém, o povo só poderá ir até onde o governo soltar a corda, ou seja, contanto que não atrapalhem o trabalho, podem gritar o quanto quiser.
Na televisão, rádio, internet é a mesma coisa: pessoas publicam livremente na internet, porém, se alguém poderoso não gostar de algo que leu (inclusive o que está escrito aqui), é certo que tudo será apagado na manhã seguinte. No rádio, instruções de como dar uma notícia estão ao lado do microfone ou na grudado em uma parede na frente do locutor: ele não deve falar demais. Na televisão, os âncoras de tele jornais são arduamente treinados antes da exibição, fora a edição de texto-notícia que dura, em média, três horas. Os videos e imagens exibidos na televisão mostram o quanto a edição se parece com a censura militar: um homem sendo entrevistado falando sobre algum político não fala mais do que duas orações, embora, na maioria das vezes, seja notada a continuação da conversa. A edição das entrevistas é ainda melhor: mostra-se apenas o que é mais coerente (dizem os jornalistas), mas coerente para quem? E se o povo não quiser coerência? Afinal, se nem mesmo nas ruas o povo leva a sério a linguagem culta. Talvez, neste caso, os colunistas e jornalistas escrevam tento em mente que o público alvo será sempre uma pessoa com nível textual comparado a um graduado em Letras.
Algo que parece não fazer sentido sobre censura é o caso dos desenhos animados: toda e qualquer animação para crianças não deve conter violência, pois, isto pode incitar, a médio e longo prazo, o menor a agir violentamente. Por isto, todos as atrações são exibidas com classificação por idade. Alguns canais da TV a Cabo como Cartoon Network e Nick ressaltam a cada início de um programa o seguinte: "Este programa foi EDITADO para se adequar a todos os públicos". Ou seja, emissoras CORTAM partes que não deveriam estar ali, entretanto, o resto da atração pode ser exibida sem problemas, por esta razão é que não faz sentido. Uma cena violenta em um desenho animado de luta é cortada, porém, o contexto não muda: o que foi cortado fica a cargo da imaginação da criança. Uma cena em que um personagem leva uma facada nas costas é removida, porém, uma criança de oito anos percebe que algo aconteceu, portanto, ao invés de imaginar uma faca, talvez ela imagine uma lança afiada que atravessou o corpo do personagem, visto que, não havia nada em suas costas. Em outras palavras, a edição, neste caso, pode ser prejudicial.
Evita-se violência nos desenhos mas não em novelas, acredita-se que a criança não tem interesse por novelas, portanto, não irá prestar atenção ao que acontece no contexto, porém, se uma personagem alvejar outro com um tiro, será um pouco difícil de não notar, sobretudo por conta da exaltação dos pais: os adultos se divertem com as novelas tanto quanto crianças o fazem com os desenhos, quando elas notam a exaltação dos pais, a curiosidade é despertada, então, elas buscam ficar no mesmo estado eufórico, é nesta parte que vêem o que "não deveriam".

Acredita-se, ainda, que a edição de desenhos animados visa preservar a inocência das crianças e evitar que se marginalizem no futuro. Nos anos 80 e 90, desenhos com alto teor de violência (Pica-Pau, Tom e Jerry) eram exibidos, mesmo assim, a maioria das crianças estudava mais além de apresentar bom comportamento, não é o que acontece hoje em dia: as crianças descarregam energia em colegas, professores, pais, irmãos, etc. A teoria é simples: com desenhos violentos, a criança poderia descarregar frustrações diante da TV, ou seja, seria possível que a criança "deixasse" que os personagens fizessem aquilo que não poderiam fazer na vida real, logicamente, isto funcionaria mediante a muito apoio por parte de pais e mestres. Os desenhos violentos costumavam apresentar também uma carga de moral, ou seja, aquele que praticava punição gratuitamente acabava se dando mal no final. O mesmo não ocorre com novelas, a criança acabava vendo a cena de violência mas não o desfecho ou a punição de quem a praticou, para piorar a situação, acaba assistindo a outra cena com o mesmo personagem "maldoso" sorrindo ou se divertindo, a assimilação da criança começa, então, a fazer conexões errôneas.

A censura não morreu com a ditadura, foi apenas maquiada como muitas outras coisas no Brasil, tem-se hoje  a edição, um nome mais "aceitável" para a sociedade. Com a internet, as pessoas se calaram mais a este respeito, pois, quem tem computador com acesso à internet, pode ver uma "faca nas costas de um personagem malvado" sem cortes, entretanto, quem quiser ver em carne e osso, basta dormir um pouco mais tarde para assistir novelas já que seu conteúdo é editado exclusivamente para o público passivo.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Protesto digno: frutos dignos

What is ours is OURS!

Há algumas semanas, o bravo provo do Egito tem se reunido na praça Tahir para protestar contra a tirania do presidente Hosni Mubarak, que governa o país por nada menos do que 30 (dolorosos) anos. Depois de 12 dias de protesto dos incansáveis e corajosos cidadãos Egípcios, Mubarak finalmente renunciou o cargo na última sexta feira (11).

Esta foi, sem dúvida, uma grande vitória dos Egípcios que têm uma nova chance de construir seu país com honra e seriedade. O que está mais evidente é a força daquele povo, a coragem e a sede por justiça! Mesmo correndo o risco de serem mortos pelos militares (que ficaram passivos durante a revolta), continuaram bravamente seu protesto contra a tirania de seu governo, e conquistaram seu direito humanitário de liberdade, por esta razão, este povo merece saudações de todas as nações, inclusive das mais indignas...


Logicamente, alguns veículos de comunicação, que não terão seus nomes divulgados aqui, fizeram suas analogias enquanto estiveram cobrindo toda a revolta no Egito: "Este país merece ter a liberdade que o Brasil tem". Mas ai lança-se a pergunta: qual liberdade eles se referiam? A de não ter UM HOMEM no governo por 30 anos? Pelo povo poder escolher seu próprio presidente a cada 4 anos? Quem sabe, ele se referia a isso mesmo .... o Senado brasileiro não muda há anos, os mesmos que governam o país hoje estavam lá há pelo menos 20 anos ... aparências! Temos sim eleições diretas, aquelas que chamam de "festa da democracia", onde um cidadão não pode se abster de votar, do contrário, não recebe o próximo salário além de pagar multas ...


O que chamam de liberdade é apenas uma conveniência que tem sabor de liberdade! Neste país, o BRASIL, só é livre quem passa o cartão de crédito/débito, ou apresenta alguma carteirinha com algum título de algum lugar! Como podem desejar ao Egito a DESGRAÇA que é aqui ?? O brasileiro consciente deveria INVEJAR o povo egípcio por ter uma nova chance de fazer tudo direito, pois, o Brasil há tempos está perdido na lama! E o que é pior, não há quem lute contra o governo daqui, pois, o próprio povo TEM CERTEZA de que tudo está bem!!! Está tudo legal! Contanto que não tirem sua "ração" (Futebol, Carnaval, Cerveja, BBB, Salário mínimo, ...), tudo ficará numa boa!!!

O povo egípcio merece os parabéns por conseguir algo de tanto valor com tão pouca gente, pois, se comparado ao Brasil, a população do Egito não é tão branda, em compensação, o que lhes falta em número lhes sobra de CORAGEM!!!

PARABÉNS POR PROTESTAREM!
PARABÉNS POR EXERCEREM O DIREITO À DEMOCRACIA EM SUA TOTALIDADE!

Força Egito! Construam uma nação que tenham mais orgulho ainda! 

Invejo vocês por poderem agitar a bandeira do seu país, pois, não tenho motivos para fazê-lo aqui.

"...o que mais odeio não é ouvir que gosto mais dos países que falam inglês, mas sim ter a certeza todos os dias de que não há motivos para ter orgulho do meu país, mais ainda, odeio ser um órfão de uma nação destruída pela ganância, odeio não poder lutar pelo meu país..."


Rodolfo Guimarães
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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Protesto contra aumento da Passagem de ônibus


Eis uma rara cena em São Paulo: algumas pessoas saíram às ruas para protestar contra o aumento da tarifa de ônibus. Cada paulistano pagava R$ 2,70 para se locomover para longe ou perto. Não é necessário frizar que é uma taxa abusiva, no entanto, o então prefeito Gilberto Kassab (DEM) aprovou o aumento para inacreditáveis R$ 3,00 por passagem. É A SEGUNDA VEZ QUE KASSAB AUMENTA A TARIFA EM SUA GESTÃO: da primeira vez o aumento foi de R$ 2,30 para R$ 2,70,

Foi então que algumas pessoas que não são acomodadas foram reclamar publicamente o direito de ir e vir, direito este que está sendo tirado pouco a pouco pelo governo: se a população é "livre" para ir onde quiser nada  mais "justo" do que pagar por isso. Se continuar assim, andar de taxi será uma alternativa ao ônibus em São Paulo.
Para quem não sabe, São Paulo tem a MAIS CARA taxa de transporte público do Brasil e isso não é tudo: logo mais, a passagem de metrô também deverá ter um aumento, para "justificar" à população, os metroviários pretendem realizar uma paralisação para reivindicar direitos, porém, sabe-se que isto não é verdade. Como não há como justificar um aumento em um setor que já arrecada muito dinheiro, a paralisação vem a calhar para quem mais interessa, obviamente, os que recebem por isto.
Sabe-se que este protesto não surtiu qualquer efeito no governo ou na população que apanha calada! Mas já é um sinal de que as coisas não podem continuar assim, o povo de São Paulo está cego, surdo e mudo para muitas coisas: assistem candidatos com suas contradições e mentiras e ainda os elegem, isto é inaceitável! Com razão pessoas como Alkmin (PSDB) e Kassab (DEM) fazem o querem dando satisfações medíocres, pois, acreditam que o povo é medíocre! Kassab, por exemplo, fez o povo acreditar que o bilhete único terá seu tempo de uso alterado de duas para três horas ... Para quem não se lembra, o bilhete único foi implantado por Marta Suplicy (PT) durante seu mandato na prefeitura de São Paulo (2000), a integração na época tinha o tempo de quatro horas e foi modificada assim que José Serra entrou no governo quatro anos depois. Marta Suplicy também aumentou a passagem de ônibus de R$ 2,15 para 2,30 durante seu governo.

Obviamente, todo o protesto "merece" ser contida pela preparada PM


As informações anteriores foram esquecidas pelo povo de São Paulo, o que resultou em uma grande desgraça: a eleição de Serra e Kassab. Ambos basearam suas eleições em duas promessas: não aumentar a tarifa de ônibus por algum tempo e aumentar o tempo de integração do bilhete único, logicamente, não é preciso ser um gênio para perceber que tratou-se de uma jogada política para conquistar um povo medíocre! Mas este pequeno grupo de protestantes não é medíocre, são pessoas inteligentes que correm atrás do prejuízo, em outras palavras, fazem valer as palavras cidadania e democracia, pois, até então, acreditava-se que não existia neste país. 
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Todas as imagens do protesto em São Paulo podem ser encontradas em http://noticias.uol.com.br/album/100107protesto_album.jhtm?abrefoto=11
Agradeço à Uol pelas imagens.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Update Yourself !

Já deu um update na sua vida hoje?

Atualizar-se significa analisar sua vida e levantar os prós e contras de acordo com suas necessidades, o problema é que as pessoas muitas vezes fazem levantamentos a partir das necessidades do outro. Não é egoísmo pensar um pouco em si, colocar-se em primeiro lugar, é conveniente que alguém esteja mentalmente sadio para cuidar do outro, do contrário, não fará mais do que somar dois corpos que precisam de reparos. Por essas e outras que não há sacrifícios no amor, ao contrário, há força, poder e determinação.
Quando se analisa a própria vida, tira-se o que é ruim para então fazer uma lista do que é necessário para melhorar a qualidade de vida, se não o fizer periodicamente, o sujeito acaba entrando, cedo ou tarde, em estado de mumificação, ou seja, apodrecendo lentamente, quando percebe, acaba reclamando que a vida não lhe foi generosa.
É conveniente tratar a própria vida com conveniência, sempre visando o melhor, quem pensar o contrário está (e sempre esteve) em segundo plano, todos merecem o melhor, porque um ou outro não mereceria? Pela cor da pele? olhos? cabelo? Todos apodrecem no final, então, que se tenha hoje o melhor, e quanto ao amanhã?! Quem sabe ... a lei da vida não respeita certas "relevâncias".

Update yourself! Aprimore-se! Viva a vida antes que alguém o faça por você!

Abraço!!!
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Atualizei o Wordpress, porém, tudo que ele fará é redirecioná-lo(a) para outros espaços, dê uma conferida e chame mais amigos para seguir o Salada do Kabeludo! Prometo escrever mais besteiras no ano de 2011!

sábado, 15 de janeiro de 2011

REcomeçando...

Eis que entra um novo ano, meio tarde para perceber tal fato, porém, as coisas andam diferentes. Já parou para pensar sobre a ilusão de um novo ano? Sim! Há uma ilusão! As festas de fim de ano existem para dar um sentimento "diferente" às pessoas, um gosto de término e recomeço, todas as coisas parecem ser novas, tudo começa do zero, uma vez mais ... é claro que certas coisas não se "reiniciam" tal como se faz com um computador que deu erro fatal como por exemplo contas: paga-se uma e lá vem outra, sobretudo no fim do ano que as contas dobram. Claro! É necessário pagar o 13º salário aos outros. Os problemas de família também continuam com direito as expressões de ontem, o trabalho não muda: sempre os mesmos clientes com os mesmos pepinos nossos de cada dia, enfim, tudo não passa de ilusão.
Cria-se imagens para tudo, por que não criar uma sensação para o calendário? Afinal, há tantos feriados que ninguém consegue decorar e alguns somente lembram quando já estão no dia e ouvem falar por ai. Ao final do ano, a sensação de término dá um alívio especial às pessoas com direito à ilusão de que os problemas de ontem se resolvam no primeiro dia de janeiro, de fato, isto não ocorre: o efeito, para algumas pessoas, pode até ser benéfico, como força nova para solucionar algo ou então novas ideias revolucionárias que acabam por agradar a todos, porém, ao que consta, toda ilusão tende a criar algo tenebroso e quase inesperado: mais um contrariado.
Como é fácil ver pessoas se iludindo por tudo e por nada, basta criar ilusões que elas abraçam com toda força, por ser tão fácil, não é de se surpreender que se iludam com uma simples data como outra qualquer, um calendário onde todos (sociedade, poderes, algumas religiões) seguem fielmente para que se mantenham na linha... só não pergunte quem fez esta "linha".
A verdade é que o "começar" não tem data certa, um indivíduo pode começar a ser uma pessoa melhor daqui a quinze minutos, um dona de casa, dentro de suas possibilidades, pode começar a cursar uma faculdade no mês que vem, um homem bom pode começar uma vida de crimes daqui a dois minutos, tudo depende do livre arbítrio (e do contexto obviamente). Muitos esperam o ANO QUE VEM para dar um jeito na vida enquanto ela passa despercebida diante dos olhos, perde-se oportunidades como fios de cabelo, motivo? Sabe-se lá! Talvez, costumam até dizer: "já que ninguém está fazendo AGORA, farei quando alguém fizer". E assim se leva a vida nos ombros cegos do outro.
Um novo começo é para quem quer, porém, nem todos gostam de recomeçar, requer muita firmeza, muito trabalho e perseverança. Um novo começo simboliza chances de conquistar aquilo que não pode, trata-se do simples ato de viver a vida, assinar uma carta de alforria e saudar a liberdade, sempre há tempo para isto, sempre há lugar e hora. Seguir o fluxo não garante vitória, a massa não luta por ninguém, pois, a massa está apenas aglomerada, estar junto não significa amar ou coisa parecida, um indivíduo deveria recomeçar por apenas uma pessoa: por ele mesmo, pois, ninguém fará seu trabalho.


No ano de 2011, desejo a todos o mesmo que desejei no ano passado, pois, nada mudou: não preciso reforçar TODOS OS ANOS que desejo saúde à minha família, amigos e a TODOS que me rodeiam, mesmo para aqueles que não gostam de mim.

"No início de 2010, pode-se dizer que comecei com o pé esquerdo, porém, a culpa foi toda minha, eu quis me decair, quis estar no chão, em outras palavras, deixei os cavalos guiarem a carroagem, o que me levou, logicamente, a lugares indesejados, tudo pelo simples fato de eu TER DEIXADO MINHA VIDA ME LEVAR! Não cometam o mesmo erro, alguém já me disse, e aqui eu cito a todos: 'Nunca solta as rédeas de sua vida se não quiser reclamar do destino depois'. Acreditei que o ano que entrava seria diferente apenas por ser um ano "novo", bom, não posso negar que FOI diferente, mais do que esperava e, infelizmente, mais diferente e amargo do que gostaria. Aprendi a lição, estou acordado (literalmente às 05h09 AM), com gás de sobra e com as rédeas de minha vida bem seguras com as duas mãos, portanto, vou guiar minha "carroagem" por onde julgar ser mais proveitoso."

sábado, 25 de setembro de 2010

De olho nas Eleições 2010

Olhar ativo, postura passiva...

Já parou para pensar em política por um instante? Será que quem você espera ganhar as eleições está liderando as pesquisas? alguém que você realmente quis que ganhasse, conseguiu? Quando pensadores como Sócrates e Aristóteles pensavam em democracia e outras coisas que ficam lindas na teoria, não levaram em consideração o lado que realmente perde: a ênfase foi dada apenas à prática do lindo conceito. No Brasil, democracia tem um significado estranho: o voto, que é a maior prova dela ainda é obrigatório. Entende-se por democracia uma sociedade que decide, por votação popular, o que é melhor para todos, ou seja, a maioria escolhe o que é melhor para ela, deixando de lado os poucos que, por algum motivo, pensavam o contrário. Sim! A democracia sempre pareceu descartar a opinião da minoria, seja ela rica ou pobre, e também, de certo modo, enfia garganta a baixo conceitos que não nos pertencem, ideais alheios, coisas dos outros... em outras palavras, se seu vizinho acha que Candidato A (líder nas pesquisas) merece estar no governo só por conta de melhorias dos estacionamentos urbanos de um projeto proposto, você deverá engolir o Candidato A, o vizinho e a ideia, por mais estúpida que ela seja, e de quebra, "calar-se" por quatro anos, visto que, "o voto é a voz do povo"... daí a pergunta: qual povo?

Antes, contestava a existência da democracia, porém, ela existe! É poderosa, é a maior aliada dos "colarinhos brancos"... sem ela, não haveria tanta riqueza, tanta fortuna no governo, não teria ninguém no Brasil querendo ser funcionário público, político, ... a democracia que se conhece formou bandidos de todas as espécies: roubam lá, e aqui no bairro trinta pessoas ficam sem emprego, aumentando as chances de se criar novos desesperados a ponto de iniciar uma missão: a da sobrevivência na selva de concreto! Como? vida bandida talvez, quem sabe?! Sabem que isto é apenas a ponta do iceberg...

[Caso alguém queira publicar isto em outro lugar, descarte o que virá a seguir]

Afinal, o que há de errado com a massa? O povo, aquele que os políticos tanto mencionam em suas propagandas, está tão debilitado assim? Mas em qual parte está a deficiência? NA CABEÇA? FALTA MASSA CINZENTA? O que faz com que as pessoas simplesmente DESISTAM DE PENSAR??? DE RACIOCINAR? COMPARAR? CRITICAR? (criticar não é falar mal, mas sim, estabelecer uma opinião)? Por que o povo não questiona NADA? O conformismo neste país é pior do que um CÂNCER, do que a AIDS, entretanto, não se sabe o que é pior: conformismo ou ignorância, com certeza se pode achar algo melhor: a soma destes últimos.
Mais uma vez sobre política, é lançada uma pergunta: por que alguém votaria em um candidato que PIOROU as coisas em um estado? Já houve respostas de pessoas SUPER INTELIGENTES, ou SUPER DOTADAS: "Trocar bosta por bosta, é melhor deixar como está". Saber de mais faz mal à saúde, pois, quanto mais se sabe, mais revolta se adquire. Quando alguém obtém as habilidades simples de pesquisar, comparar, observar e questionar, o que não é uma tarefa difícil, tudo fica pior. Antes, culpava homens como Serra, Alckmin, Lula, Covas, etc, mas estes "cavalheiros" tiveram permissão para fazer o que fizeram, e quem deu foi o povo. Não há como culpar tais indivíduos, eles não têm culpa de serem o que são e de terem sido escolhidos para praticar o que praticam, e mesmo assim, sempre voltam.... sempre voltam .... ano após ano, ninguém aprende, exceto eles: "Nós nunca cairemos enquanto o povo estiver do nosso lado".


Costumo dizer que uma andorinha sozinha não faz verão, entretanto, se fosse o contrário, cada um que consegue usar a cabeça teria orgulho de seu país, de seu estado.... não sou do tipo que se orgulha por pouco, não me compraram com leve leite ou bolsa família, tão pouco com metrô, ao contrário, olho para todos os lados de São Paulo e vejo caos, o povo quer assim, então será assim. Só lamento estar mo meio deste povo que vota em qualquer um e vai para o bar beber com os amigos, ou então assistir a um jogo de futebol... quem sabe no estádio ou nos quintos dos infernos, não interessa!
Democracia uma OVA! Sou levado pela massa, meus ideias solitários não têm força alguma! MAIS UM ANO, São Paulo e Brasil são vencidos pela FORÇA BRUTA!!! Aqui a realidade se distorce! "A força bruta jamais derrotará a inteligência" - No Brasil tudo é possível...


P.S.: Obrigado Geraldo Alckmin por mais 4 MALDITOS anos de Progressão Continuada, obrigado por não dar a mínima para a educação, e obrigado por aumentar ainda mais os impostos.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Grito

Patriota

Definição básica: patriota, adjetivo que define um indivíduo que ama e serve sua pátria (país). A mídia brasileira incentiva pessoas a amar o Brasil e valorizá-lo, para isto, mostram imagens de locais históricos espalhados por todos os estados, culturas diversas, pessoas sorrindo, pontos turísticos reconhecidos no mundo, etc. Quem faz tal tipo de propaganda, acredita que, por si só, a beleza, a aparência do Brasil, é motivo suficiente para sentir orgulho do Brasil, e então ser patriota.
Militares são exemplos de natos nacionalistas: servem ao exército para demonstrar o "amor" que sentem pela pátria, em tese, é isto que é pregado nos quartéis. Hora, se qualquer brasileiro ganhasse o mesmo que qualquer militar apenas para dizer o quanto ama o próprio país, teria-se uma legião de nacionalistas carregando a bandeira do país por todos os lados.
A verdade é que, patriotismo, como muitas outras coisas no Brasil, não passa de conveniência: se uma bandeira é estendida em qualquer parte, infelizmente, uma pessoa irá perguntar da seleção brasileira de futebol, ou seja, patriotismo somente a cada dois anos: copa do mundo e olimpíadas. O que os brasileiros não sabem, ou ignoram, é que ser patriota é amar o país pelas suas conquistas que fazem a diferença... mas quem se importa? amar o país, por si só, não paga as contas! OU "Se vou amar o país, pelo menos que seja durante um jogo da seleção", o hino nacional é cantado com peito cheio e cabeça erguida e aplaudido logo após, em sinal de respeito, logicamente ...
A Poesia "Canção do Exílio" de Gonçalves Dias é mostrada na escola para que seja mostrada o patriotismo do autor, talvez, com o objetivo de induzir os alunos a pensarem da mesma forma sobre seu país. Não se ensina patriotismo, não se impõe, não se obriga.... o indivíduo procura seus próprios meios de sentir orgulho de seu país, e nada mais.

"Sou professor de Português e Inglês, sempre me perguntam se sou patriota, pois então, eis minha resposta..."

"Mas como? Não tenho orgulho do país em que vivo pois não tenho motivos para tal. Patriotismo em uma pátria desnaturada é tolice, quem pensa o contrário ainda não parou para pensar nos contras: o fato de eu ser um brasileiro não IMPLICA aceitar coisas ruins em nome de um orgulho fajuto e sem sentido. Quando me replicam: Pois vá para outro lugar! Eu respondo: Tolo, não é mudando de pátria que as coisas mudam, posso me mudar até para o INFERNO, nada mudará, verei corrupção em meus pesadelos, ouvirei mais casos de roubo e assassinato em São Paulo e no Rio de Janeiro, ficarei sabendo que o PSDB completou VINTE ANOS DE GOVERNO em São Paulo e que, por conta disto, a educação criou uma geração de alunos despreparados, resumindo, a progressão continuada, minha PIOR INIMIGA, continua vigorando e acabando com a reputação dos professores. E mais, ainda terei que ouvir que "Funk boladão" faz parte de CULTURA e que a Rede Globo é a melhor fonte de informação que existe no Brasil. Ou seja, não faz diferença, o fato de eu falar inglês não me ajuda a resolver os problemas do país ou apenas os meus: não é o território que me incomoda, mas sim, o povo que é acomodado. Quando me replicam: Por que não faz alguma coisa? Eu respondo: EU? Já ouviu o clichê "Uma andorinha sozinha não faz verão" ? Se pudesse, faria tanto, mas o que posso quando o que conta é a força da união? Digo, a massa tem mais poder do que eu, não importa o quanto acho que estou certo, terá sempre vinte ou trinta pessoas que pensam o contrário e fazem com que meus ideais escorram pelo ralo. Pois digo, amigos, não gosto do jeito que as coisas ocorrem no Brasil, não sou patriota pois não concordo e não me conformo com essa sujeira que políticos fazem, tampouco aprovo o comodismo do povo: se lhes tirassem o futebol, pelo menos, teríamos uma massa enfurecida pronta para a luta contra todo esse lixo. Não sou patriota, não sou filho da mentira, prefiro a morte do que aceitar certas coisas. Se não amo este país, não amarei nenhum outro... é lógico que sou grato pelo que tenho, pois, consegui com minhas mãos, de dependesse da pátria para conseguir algo, eu seria mais um deitado nos paradas de ônibus da avenida Rio Branco, se você tem um motivo melhor para ser patriota, então diga, não consigo pensar em nada melhor, pois, certamente, não há.... ser patriota, no Brasil, equivale a aceitar o comodismo e toda a cegueira do povo, tenho vista ruim, mas não sou idiota."

Amar o país é luxo, em qualquer parte do mundo: se um lugar não lhe serve como esperado, não há como gostar e reverenciá-lo. O filme Hysteria, a história de Def Leppard, mostra jovens que cresceram na Inglaterra e que queriam criar uma banda de sucesso com um objetivo: sair daquela ilha. Não é uma questão relativa, a Inglaterra não os servia como esperavam, portanto, não havia uma relação "amorosa" ... logicamente, depois que foram ganhando fama e dinheiro, passaram a estender a bandeira da Inglaterra no bumbo da bateria ou logo abaixo do logo da banda, conveniente, não? Qualquer um estende a bandeira do próprio país com orgulho, desde que esteja tudo bem consigo mesmo.... ainda que depois de 11 de Setembro, americanos estenderam a bandeira em suas janelas em sinal de respeito e orgulho pela pátria, o que faz concluir que, seja no amor ou na dor, o americano sempre se lembra de onde é (atitude invejável).

Procuro a vida toda um motivo para ser patriota, nunca encontrei um que valha a pena: meu governo me ferra com a ajuda do meu povo ... e quem pensa deste modo, tem dois inimigos, no mínimo: Governo e Massa, parecem ter o mesmo objetivo... até quando isto vai continuar, não se sabe, a única coisa que se pode fazer é manter o ponto de vista, está aí algo que jamais tocarão.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Política 2010

Quando é do interesse

Falar de política hoje no Brasil parece ser uma tarefa difícil, pois, com tantos escândalos evidenciados pela mídia nos últimos tempos, o povo perde mais e mais credibilidade nos governantes e passam a ignorá-los quase que por completo. Ai está o problema: ignorar algo ruim pode, às vezes, ajudar a levantar um Homem, entretanto, negligenciar algo tão evidente como os problemas sociais já é outro assunto.
Professores saem às ruas para reivindicar seus direitos, mas conta-se nos dedos as classes trabalhadoras que fazem o mesmo, no caso, os de carteira assinada que tem tudo a perder, caso façam algo constrangedor a seus patrões. Contudo, poderia-se imaginar o que aconteceria se o governo federal, por ventura, resolvesse extinguir as partidas de futebol por um ano alegando falta de verbas para uma área qualquer, o resultado seria óbvio: milhares de torcedores às ruas protestando em nome de uma causa justa e contra uma medida que prejudica a todos os bem aventurados. A prova disto foi o protesto que os torcedores do palmeiras realizaram há algum tempo atrás na vizinhança do então técnico por falta de jogadores de nome do time (...).
Protestar não é crime, porém, usar tal arma para motivos fúteis é quase uma profanação!

Voltando a falar de política, este ano, os candidatos ao governo de São Paulo tem apresentado seus projetos, com exceção de Geraldo Alckmin que vem "relembrando" seus feitos na saúde e "educação superior" aos fiéis eleitores. Ontem, 23 de Agosto de 2010, Paulo Skarf realizou uma entrevista interativa em seu site com a participação dos eleitores mais interessados. Skarf respondeu perguntas, esclareceu seus projetos e ressaltou que em seu portal todos teriam a oportunidade de ter voz e conhecê-lo uma pouco mais já que seu tempo na televisão é precário. Tive a oportunidade de ter uma de minhas perguntas exibidas no ar e logo obtive resposta: "Candidato, você tem a intenção de acabar com a Progressão Continuada?" - A resposta foi: "Aluno vai para escola para aprender, no entanto, estão saindo da escola sem nenhum preparo, pretendo acabar com a aprovação automática." Afirmou Paulo Skarf.
No horário político das 20h00 de ontem, o candidato Mercadante PT também fez uma proposta a respeito da educação em São Paulo. Mercadante afirmou que acabará com a aprovação automática além de valorizar professores da rede pública. Tanto Skarf quanto Mercadante estão com propostas distintas para a educação, porém, quando fui colher informações a respeito do candidato Alckmin, descobri que o candidato esteve evitando tocar no assunto, ou seja, caso ganhe as eleições, é provável que a atual situação da educação paulista continue por mais 4 anos, totalizando então 20 anos de descaso para com as crianças.

A educação é o eixo principal de uma sociedade, porém, é deixada de lado pelo PSDB. Infelizmente, escola não é prioridade para o partido tucano, e o que é pior, estão alienando as pessoas a este respeito. Sou professor de Educação Básica II e Ensino Médio, estou formado há quase 3 anos e já percebi onde está o problema. Se você acredita mesmo que os alunos não aprendem porque os professores ganham mal, estão enganados, pesquisem, questionem, não deixem a primeira mensagem lhes convencerem. O partido Tucano vem afirmando que os professores estão despreparados (Palavras de José Serra), entretando, eu com pouco mais de 4 anos de magistério, entrei mais em salas de aula do que o ex-governador de São Paulo, e digo mais, José Serra nunca ficou um só período em uma escola estadual, ele mesmo não aguentaria.
Não sou político, apenas quero que as coisas dêem certo. Só uma coisa eu digo: meu voto não vai para Alckmin até que ELE me prove que acabará com a Progressão continuada, o que duvido muito, pois, nem meus e-mails destinados ao candidato são respondidos.

Pensem nisso, se querem algo de bom para o futuro de São Paulo, ninguém fará milagres, mas o principal problema deve ser extinto.

Obrigado ao Paulo Skarf por ceder o espaço na rede
Obrigado ao Mercadante por colocar a educação em prioridade.

quarta-feira, 24 de março de 2010

...continua

Para não perder o rumo

Agora sim um título para se orgulhar, pelo menos parcialmente, mas por favor, não encarem como um guia ou dica, sou apenas um professor tentando me expressar do jeito que me doutrinei.
A vida pode ser comparada com um trem (ou qualquer outro meio de transporte), querendo ou não, ela seguirá um curso, o que faz a diferença é o que se faz enquanto o percurso está em andamento. Ao saber o que quer e ter ideias fixas, pode-se guiar o curso da vida, para isto é necessário, no mínimo, ter senso crítico para com a própria vida, ou seja, fazer escolhas que faz bem a si mesmo.
Nem sempre é tão simples guiar a própria vida, além da vontade é necessário ter objetivo, ou seja, saber o que quer. Perder o rumo nada mais é do que não ter objetivo nenhum, logo, a locomotiva da vida está indo rumo ao desconhecido, e ai que as coisas ficam perigosas: um caminho no meio da névoa que parece seguir em direção ao nada tende a limpar a mente de um indivíduo fazendo-o acreditar que está, ligeiramente, morto. Talvez, a vontade de vencer faça alguma diferença, porém, tudo fracassa quando se projeta a um futuro falho, é o que chamam de sofrer por antecipação. Isso é só a ponta do iceberg, pois há pessoas que nem tem um futuro fracassado para se projetar, então a locomotiva encontra o fim da linha.
Não há remédio para o conformismo a não ser criticá-lo (Criticar = observar uma opinião e se posicionar contra ou a favor). Enquanto não terminar, enquanto não houver um FIM há chances de vitória e derrota, assumir qualquer uma destas possibilidades antes do tempo é tolice... é assumir a impotência para encarar as adversidades para enfrentá-las. Obviamente, é apenas um detalhe, quando não se tem força e vontade nada mais importa.
Há muitas chances na vida para fazer com que haja mais de uma certeza na vida, exemplo, METAS, então só resta uma coisa a fazer antes que o tempo acabe: lutar! Correr atrás como se cada minuto fosse o último em vida, logo, pode-se concluir que não há tempo a perder com desespero, dúvidas, tristeza, cansaço, angústia, etc! Ninguém levantará a espada por ninguém, não nestes tempos. Em outras palavras, se perder o rumo trate de reencontrar o que faz com que o mova: objetivo.

terça-feira, 23 de março de 2010

Postagem Nº 77

Sempre gostei deste número, deve ser por isso que coloquei tal estúpido nome. Comecei com uma justificativa já que alguns seres dotados de certo intelecto evoluído costumam questionar as escolhas das pessoas, bom seria se questionassem exatamente o que é necessário.
Hoje, faltando exatamente dois minutos para o dia 24 de março de 2010, não vejo motivo para escrever, mas como adoro expor ideias absurdas e falar coisas sem sentido pode-se dizer que é para não perder o costume...


[continua no dia 24]

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Another begining...

Janeiro de 2010, é neste mês que o blog completa 4 anos de existência e de conversa (fiada ou não). Apesar das poucas visitas e poucos posts, os assuntos aqui listados parecem mexer com algumas pessoas já que o autor prefere dessa forma: é melhor provocar o posicionamento alheio do que o silêncio.
Não sou do tipo de que começa cada ano com várias promessas e vários desejos de felicidade, trata-se apenas de outro começo o que não é diferente do que se faz todos os anos. Embora as coisas estejam bem diferentes, a situação promete mudanças drásticas que, em um primeiro momento, não permitem uma avaliação, só deixam evidências de que ventos trarão outros ares... mas como foi dito, é sempre assim no começo, não faz diferença se ocorre ou não, no final, sempre é a mesma coisa. Para se obter uma mudança significativa é necessário agir de forma significativa, o que é mais do que óbvio, trata-se apenas da lei ação/reação.

Embora coisas que sejam escritas aqui sejam um pouco confusas e/ou sem sentido, os textos serão tecidos não importando a opinião alheia, pois, escrevendo ou não, qualquer pessoal se manifestará de alguma forma, seja sobre uma ou duas letras sobrando em algumas destas palavras, ou então um trecho no segundo parágrafo que ficou redundante e confuso ou, até mesmo, a linguagem seca usada para passar mensagens de caráter "delicado". Causaria felicidade saber que alguém presta atenção o suficiente para perceber um erro gramatical ou de digitação cometido por este professor, lembraria os velhos tempos, onde, escrever era uma coisa tão séria que se percebessem que uma publicação tinha uma só palavra escrita de modo errado (ex. "Pobrema" ao invés de Problema) o cidadão acabava entrando para a história e conhecido não como aquele que escreveu tal artigo mas aquele que escreveu "Pobrema"...
Enfim, estou aqui, como sempre, não prometo nada a ninguém, apenas digo para aqueles que continuam lendo meus textos ou mesmo passando os olhos neste blog que estou agradecido pela paciência. Se apreciam o que escrevo saibam que continuarei, aos poucos, escrevendo sobre tudo e todos, exceto um pouco menos sobre mim.... creio que já estão fartos de lerem sobre um egocêntrico professor que há muito parece viver com crise interna de personalidade.... aparências: sempre agentes de nosso veredito.

Abraço a todos

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Bomba do mês: Dinheiro na MEIA

O presidente da Câmara Legislativa do DF, Leonardo Prudente do Democratas (mesmo partido do prefeito de São Paulo Gilberto Kassab), foi acusado de receber propina do secretário exonerado do Distrito Federal Durval Barbosa. As imagens foram exibidas por diversas emissoras de televisão e também por alguns sites da internet. O presidente da Câmara em questão alegou que o dinheiro era uma "ajuda financeira não contabilizada" e também tentou justificar que o colocou nas meias por motivos de segurança. O destino do dinheiro, segundo Prudente, era para a campanha de 2006.
Que este "incidente" é mais um para a coleção de escândalos no atual cenário da política brasileira não se pode contestar. Talvez, o título "Bomba" já não é o mais adequado para definir o acontecido, entretanto, os envolvidos parecem concordar plenamente já que o esquema que fora tão bem ocultado veio à tona em um momento desagradável para alguns e propício para outros.
Depois do ex-assessor parlamentar petista José Adalberto Vieira da Silva transportar US$ 100 mil na cueca em 2005, não é de se espantar que outros métodos de ocultação de dinheiro indevido sejam adotados. Em ambos os casos, pode-se dizer que realmente a opção de guardar o dinheiro em locais "incomuns" configura-se como uma questão de segurança, mas não contra roubo uma vez que este já fora cometido pelos envolvidos, mas sim contra uma possível estocada pela PF.
Nota-se que o caso do "dinheiro na meia" não é isolado e também não é raro. Estes dois fatos, "dinheiro na cueca" e "dinheiro na meia" foram divulgados, mas há muitos que não foram e muitos que ocorrem neste exato momento sem o conhecimento dos que assistem a novela das oito ou o futebol "apaixonante". Infelizmente, acontecimentos tão importantes como estes não ficam na história, pelo menos não na que interesse para a massa, logo são esquecidos, arquivados, enterrados, etc.

Ninguém quer um ruído desagradável durante uma orquestra onde todos os envolvidos fazem com maestria sua performance valer a pena, e tudo isso com a ajuda do público.
Enfim, enquanto houver plateia haverá uma orquestra sempre disposta a fazer sua parte, mas o público não é exigente... os "músicos" sabem o que fazem, sabem como é uma boa introdução, ou um encerramento. Ninguém parece ligar muito para o encerramento, é sempre o mesmo. Não importa o que aconteça, eles sempre recomeçam com a mesma música e o mais curioso é que, para os "ouvintes", é como se fosse sempre a primeira vez.

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Fonte: http://www1.folha.uol.com.br | http://g1.globo.com

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Atribuições

Já dizia um clichê: "É melhor dar do que receber". A pergunta é: em qual parte da vida este ato se torna efetivo? O contexto de tal refrão popular visa passar uma mensagem de solidariedade onde, humanos cristãos (filhos de Deus) devem ajudar um ao outro dando-lhes o que necessita. A teoria como sempre é maravilhosa: uma sociedade onde não há quase necessitados, pois, do outro lado da rua está uma "alma caridosa" pronta para dar o que não lhe faz falta a um irmão carente. Uma palavra define tudo: utopia.
Poucas são as pessoas que pensam em colocar o "irmão" em pé, tirá-lo da crise e dar-lhe um pouco de dignidade que a vida não pode fornecer. Talvez sem motivo, talvez por punição... o caso é que tais almas generosas não vêem nenhuma consequência ao realizar um ato nobre, ao contrário, talvez saibam que um dia vem a recompensa, é neste ponto que a nobreza é mal interpretada, ou então apenas usam o nome para a ação ficar mais polida e a consciência mais limpa.
"É tão lindo ajudar os outros! Melhor ainda é ser ajudado! Todos irão para o paraíso prometido!"

Uma coisa é certa: clichês não mandam ninguém para o Céu. Se por um lado se tornou difícil desfazer do luxo para diminuir a miséria (se é que isto ocorreu de fato em grande escala), por outro é muito fácil atribuir outras coisas ao "irmão": a culpa. Tornou-se algo comum na humanidade dar ao próximo o que não lhe vale: vide o exemplo das ONGS que recolhem roupas usadas para passar aos que não têm. Tais organizações não pedem trajes novos ou usados, apenas arrecadam uma ajuda imediata sobretudo no inverno. "Que quer que eu faça? Sugere que doemos roupas novas? Aquela roupa que paguei uma nota e que estava procurando por tanto tempo?" - "DE MODO ALGUM! Como alguém iria sugerir tamanho absurdo? Dou o que não me serve, o que não presta, está de bom tamanho para alguém que nunca vi e provavelmente nunca verei!" As coisas são assim, e no momento que alguém se coloca nesta situação logo lhe vem à mente um outro ODIOSO dito popular: " Fazer o que?!".
Fazem com as roupas e objetos velhos o que fazem com sentimentos, o homem comum se livra de toda a carga passando para o próximo, de um jeito ou de outro: desabafos, brigas, choros, risos, etc, qualquer que seja a expressão de sentimento é um despejo de carga em cima de outro que possa suportar, o texto que se lê pode ser considerado uma carga, a diferença é que há escolha de suportá-la ou não.
O campeão e símbolo da solidariedade é a culpa que é jogada a outro sem esperança de receber absolutamente nada em troca, até fazem questão que seja assim. É bem mais fácil atribuir todo aquele sentimento que joga qualquer um no chão para um indivíduo que parece suportar a carga, geralmente, alguém que está num bom dia, aparentemente feliz com a própria vida e que acaba virando bode expiatório daquele que está carregando as consequências dos atos. "Se o outro irá suportar é problema dele". Há diversas formas de demonstrar este processo como por exemplo, receber a famosa "patada" numa manhã de segunda feira ou então um olhar feio dentro do ônibus sem motivo aparente, quem sabe até um grito histérico como resposta que poderia ser substituído por um Sim/Não. Mas é assim mesmo, quando o culpado só pode ser visto perante um espelho, qualquer ser que passe na frente pode virar o "culpado honorário" por um curto período de tempo, o bastante para que possa descarregar toda a IRA.
No dia seguinte, tudo volta ao normal, mais uma página a ser escrita com o mesmo lápis, em uma outra folha do mesmo tipo e com as mesmas palavras para atribuir algum sentido no cotidiano tão afetado pelas injustiças da vida.

By Rodolfo

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Hora de pensar...

Um pouco mais sobre tentação

A história mostra que o homem está fadado a ser tentado desde o primeiro ao último dia de vida. A maior prova disso, pelo menos para os cristãos, é ler que o Filho do Homem foi tentado por ninguém mais do que Lúcifer em pessoa (ou não). Logo, um indivíduo questiona tal fato e diz: "Se Jesus Cristo, filho do Altíssimo, foi vítima da tentação (ainda que não tenha sucumbido), que chances tem um pobre mortal ? Pode ser uma desculpa barata para aproveitar o proibido, depende do contexto. Para alguns, a tentação apenas oferece o "ilegal" que é pré-estabelecido pelas crenças pessoais. Render-se à tentação e atribuir a culpa ao demônio é uma forma eficaz de se abster de toda a culpa e se entregar completamente ao pecado, pois, no final, tudo é culpa do demônio.
Com a mente humana é mais complicado falar sobre desejos reprimidos: de uma forma ou outra, o Homem encontra uma forma de realizar o que tem na mente embora nem esteja pensando no ato. Há, no entanto, uma barreira que impede o indivíduo a alcançar o prazer, a culpa. Entra-se novamente o conceito das crenças, seja religioso ou simplesmente senso comum. O problema é que a proibição se configura como reforço, ou seja, quanto mais proibido melhor!
Tentação aparece quando se tem um conceito formulado por ensinamentos passados de geração à geração, porém, o Homem moderno (ou antigo) prefere acreditar que o Diabo está do lado forçando a praticar o "mal ato" fazendo parecer com que o livre arbítrio não passe de uma teoria barata não praticada, em outras palavras, utopia. Rifa-se caro a própria vontade em troca de uns instantes de liberdade e abstenção de culpa o que, na verdade, é apenas maquiagem.
Tudo fica mais fácil quando se tem um bode expiatório, alguém para culpar pelos próprios atos: neste caso, não é difícil perceber quem é o verdadeiro demônio. O caso é que a coragem nunca é praticada! Assumir a culpa é nobre porque poucos são capazes de fazer, até mesmo Jesus assumiu, de certa forma, a culpa pelos irmãos revelando assim a coragem ou a falta dela à distância de um beijo.
Se tentação, por definição, é a vontade de praticar um ato "culturalmente" errado OU vontade de fazer aquilo que não quer no momento, por que as pessoas praticam insanamente o ato do masoquismo sentimental como o amor platônico? Pois, para este tipo de ato não há tentação, não há tempo nem se quer para raciocinar ou refletir, a pessoa apenas pratica, se entrega à ilusão... pode ser que viver imaginando ser tudo maravilhoso a ponto de ver problemas desaparecerem ao chegar o(a) herói/heroína ou então um mar de sangue milagrosamente virar rosas seja melhor do que a realidade, pois assim é mais fácil viver, assim não dói... tentador! Não ?!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

I've been thinking....

Um pouco mais perto da verdade

Muito se fala a respeito do absolutismo, porém, pouco se sabe sobre isto. O que vem a ser algo absoluto? Como se pode ter certeza? Geralmente, um grupo de indivíduos é guiado por caminhos espinhosos na esperança de descobrir verdades singulares e universais, contudo, acabam sempre onde começaram ou em algum lugar similar de onde saíram. Talvez a Terra não seja a única coisa redonda que exista no mundo dos homens.
Dia após dia a verdade é buscada, e para ter certeza, tudo é questionado com o intuito de não se debruçar em uma falsa informação ou, simplesmente, uma mentira. O caso é que nem todos parecem estar certos do que procuram, falam muito em objetivos, mas na hora que são questionadas a respeito simplesmente balbuciam como se ainda estivessem definindo prioridades.
A verdade que o homem busca é um caminho seguro e sem dor, entretanto, não parece haver honra nem aprendizado em seguir um rumo sem qualquer dificuldade, sem provações... o espírito precisa aprender com a dificuldade, isso é o que a vida ensina, porém, quanto mais o homem aprende mais longe fica de sua verdade e acaba por descobrir que tudo não passa de utopia, não há como alcançar tudo.
O alguns homens criam sua verdade, isso a torna relativa, os religiosos apreciam a verdade "enviada" pelo Todo Poderoso que, neste caso, é incontestavelmente absoluta, os demais simplesmente acreditam em sorte. Quando saber que se está próximo à verdade? Talvez seja apenas uma questão de crença ou senso crítico, afinal, o que é tolice para alguns pode ser uma lição valorosa para outros, daí vem o bom uso da contestação.
Definir o que é a mentira parece mais um ato de vaidade e falta de maturidade para compreender o ponto de vista, talvez preguiça de raciocinar sobre as questões mais importantes, contudo, a verdade sempre está do lado daqueles que enxergam apenas o próprio umbigo deixando de lado a simples consciência de que poderia estar no lugar do outro.
Pensar em si mesmo para elevar o ego e se sentir bem é algo primordial e pouco compreendido, dai vem a doença da sociedade de pensar nos outros de modo inadequado. É conveniente compreender o lado do outro mas não se deve abandonar os conceitos em nome de uma "verdade" forjada pela massa: amor próprio fica de lado em nome de um outro amor, o pelo próximo. Há como amar o outro sem amar a si mesmo? Um indivíduo que dá sua vida pelo outro pode provar que é nobre mas não que pode amar. Por outro lado, um ser que usa tudo o que tem para evitar um ato prejudicial, como por exemplo, que o outro use drogas configura-se como nobreza e também um ato de amor. Alguém que não tem amor próprio jamais seria capaz de ajudar o próximo desta forma. Se tudo isso é verdade ou mentira vai depender do contexto de cada um, afinal, todos são abençoados com o único dom concedido por Deus: o livre arbítrio.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Hora de pensar...

Expressão

Já dizia um mestre: escrever é oxigênio. Muitas são as formas de expressão, porém, as pessoas escolhem meios peculiares para expressar, isso depende da personalidade que fica responsável por dar vida a inúmeras formas de exposição de ideias, exemplo, música, pintura, escultura, etc.
Mas, como nem tudo é tão fácil, aqueles que não conseguem se expressar acabam se reprimindo causando mal a si mesmo e também, a longo prazo, a seus semelhantes. Nietchie disse "...o seu peito está explodindo de vida não vivida...", isso também ocorre com a mente. Embora o Homem tenha a necessidade de viver experiências diferentes ainda não soube domar o monstro reside dentro dele mesmo sendo tão semelhante.
A primeira coisa razoável é saber para quem se deve expressar, pois muitos caem no erro de querer mostrar o seu mais íntimo a outros. A expressão não deveria ser ferramenta para a construção de aprovação alheia, ninguém deveria depender disso. Expressar é mostrar a si mesmo que tem força! Que tem vontade de seguir em frente apesar das barreiras! Mostrar que a liberdade nem sempre depende do outro! Embora seja escravo financeiro de outro uma coisa é certa: jamais lhe tocarão na mente! É possível alcançar o inatingível! SER INATINGÍVEL! Mente é terra de ninguém, porém, dar este privilégio a outro esperando algo em troca equivale a colocar o pescoço na guilhotina.
Se acha que até agora fez algo de errado no quesito de expressão, tudo bem, é sempre bom recomeçar. Da próxima vez, tente uma receita: expressar primeiramente a quem realmente lhe interessa, ou seja, você mesmo, do contrário, nada mais valerá a pena.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Pensar? Coisa rara hoje em dia...

Suicide Solution?

Ozzy Osbourne estava um pouco entusiasmado demais ao escrever uma música que, "acidentalmente", acabou por encorajar outras pessoas a cometer suicídio. Seria esta a intenção do Príncipe das Trevas? Quem sabe. Talvez, tenha sido apenas uma letra irônica, onde, o objetivo, era apenas imaginar uma dúzia de pessoas se jogando de edifícios, caindo ao chão após um turno da roleta russa ou apostando quem conseguiria cheirar mais de três carreiras de cocaína. O fato é que, assim como não há motivo para escrever uma letra que tenha em sua receita o incentivo ao suicídio provavelmente não há outro para alguém tirar a própria vida, pelo menos um motivo racional.
Muitos tentam justificar a escolha dos outros, seja por que simpatizavam com elas ou por que sentem o mesmo sentimento ruim, enfim, sempre há um juízo, bom ou mau vindos de todos os lados.
Condenar o suicídio é algo tolo de se fazer, afinal, ninguém é responsável por ninguém na vida, cada um tem a sua e cuidam dela do jeito que julgar viável, o caso é que, o Humano gasta boa parte de seu tempo em vida construindo valores e sentimentos por OUTRO e, em um piscar de olhos, tudo acaba, isso é fato, é a lei da vida! Pode-se aceitar o fato da natureza seguir o seu curso e que o Homem podem controlar seu destino, mas, tentar controlar vida e morte ao mesmo tempo é quebrar a própria alma e a do próximo. Seria egoísmo? Não há como justificar, o "vivo" precisa de um motivo diferente todos os dias para poder deitar-se na cama com o sentimento de missão cumprida, porém, aquele que tira a própria vida já não tem mais motivo, afinal, mortos se deitam sem pensar em mais nada, sem problemas, sem dores, sem barulhos, sem nada.... nada além do nada ....


[Que sua alma consiga algum conforto Tabata]

quarta-feira, 25 de março de 2009

Happy Birthday?

Estou um pouco atrasado para falar em aniversário, mas mesmo assim, mereço citar sobre o aniversário de uma pessoa muito importante para mim: Eu. Não há muito o que dizer além de agradecer a Deus por mais um ano de vida. Não farei promessas dessa vez, prometo ser direto, assim como fizeram as pessoas que lembraram desde dia.
Foi apenas um dia normal pra mim, nada mais, acho que o dia do meu nascimento já não tem importância, pois, o que importa é fazermos todos os dias valerem a pena e não apenas o dia "especial", foi mais uma coisa que aprendi na dura prática da vida, se fizer ao contrário e tentar dar mais importância a este dia do que ele merece, acabará na decepção. Meu maior presente foi o aprendizado, como sempre, e a certeza de que mais um erro não será cometido no futuro enquanto viver, pois, minha força é minha vontade, e isto é inquestionável.

Parabéns por aprender bem a lição.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Minuet of the Wolf (Minueto do Lobo)

Há muitas formas de uivar para a lua, porém, há muito mais do que apenas sons ecoando além da imensidão do céu, toda a força do espírito e a pureza do coração estão contidos no ato de "gritar" para a lua, em outras palavras, trata-se de um gesto profundo que evidencia exatamente o sentimento que devora tudo em nossas profundezas...

"Tudo passa, tudo muda, mas algumas semelhanças são relutantes até mesmo ao cruel fluxo do tempo, no final, as semelhanças aproximam as pessoas dando-lhes algo de valor inestimável: união, tal união é notada sempre que mente e coração parecem se colidir ao mesmo tempo e no mesmo espaço, porém, sem nenhum choque, ao contrário, equipara-se como a fusão de uma gota de água com outra, consumando uma certa união corpórea que os completa. Ainda assim, pessoas são diferentes, mas no fundo são tão iguais que passam a ser versões da mesma coisa."

Vision Divine - Versions Of The Same [Video & Music]



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Banda: Vision Divine
Música: Versions Of The Same
Albúm: Stream Of Consciousness
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Vision Divine - Versions Of The Same

We're only two versions of the same
Trying to get far but we can't fall apart
And I know all of your silent cries
Your desperate call of the wild in the dark

No you never had to feel this way
There's an answer that grows in your heart
All you see, all you feel lives inside of me
You've been heading too close to the sun

Going nowhere, nothing is forever
Tell me... Am I wrong? I'm falling down with you

'Cause I know we are one
Don't you know we are two versions of the same
You can't find your way if you are not with me
And I know we are one
Yes I know we are two versions of the same
There's so much left to say but you do need some faith

All the secrets I keep inside
Something that's not to be known from this side
What I see, what I feel
What I need to know and what I never really say
Now our souls are too close to combine

Come here, follow me
Through the Gates of Heaven
Tell me... Am I wrong? I really can't go on

'Cause I know we are one
Don't you know we are two versions of the same
You can't find your way if you are not with me
And I know we are one
Yes I know we are two versions of the same
There's so much left to say but you do need some faith

'Cause I know we are one
Don't you know we are two versions of the same
You can't find your way if you are not with me
And I know we are one
Yes I know we are two versions of the same
There's so much left to say but you do need some faith

...All you need is faith...
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Fontes Letra original e tradução: www.zap-letras.com
Para obter a tradução desta música click AQUI
Para saber mais sobre a banda Vision Divine click AQUI