terça-feira, 24 de agosto de 2010

Política 2010

Quando é do interesse

Falar de política hoje no Brasil parece ser uma tarefa difícil, pois, com tantos escândalos evidenciados pela mídia nos últimos tempos, o povo perde mais e mais credibilidade nos governantes e passam a ignorá-los quase que por completo. Ai está o problema: ignorar algo ruim pode, às vezes, ajudar a levantar um Homem, entretanto, negligenciar algo tão evidente como os problemas sociais já é outro assunto.
Professores saem às ruas para reivindicar seus direitos, mas conta-se nos dedos as classes trabalhadoras que fazem o mesmo, no caso, os de carteira assinada que tem tudo a perder, caso façam algo constrangedor a seus patrões. Contudo, poderia-se imaginar o que aconteceria se o governo federal, por ventura, resolvesse extinguir as partidas de futebol por um ano alegando falta de verbas para uma área qualquer, o resultado seria óbvio: milhares de torcedores às ruas protestando em nome de uma causa justa e contra uma medida que prejudica a todos os bem aventurados. A prova disto foi o protesto que os torcedores do palmeiras realizaram há algum tempo atrás na vizinhança do então técnico por falta de jogadores de nome do time (...).
Protestar não é crime, porém, usar tal arma para motivos fúteis é quase uma profanação!

Voltando a falar de política, este ano, os candidatos ao governo de São Paulo tem apresentado seus projetos, com exceção de Geraldo Alckmin que vem "relembrando" seus feitos na saúde e "educação superior" aos fiéis eleitores. Ontem, 23 de Agosto de 2010, Paulo Skarf realizou uma entrevista interativa em seu site com a participação dos eleitores mais interessados. Skarf respondeu perguntas, esclareceu seus projetos e ressaltou que em seu portal todos teriam a oportunidade de ter voz e conhecê-lo uma pouco mais já que seu tempo na televisão é precário. Tive a oportunidade de ter uma de minhas perguntas exibidas no ar e logo obtive resposta: "Candidato, você tem a intenção de acabar com a Progressão Continuada?" - A resposta foi: "Aluno vai para escola para aprender, no entanto, estão saindo da escola sem nenhum preparo, pretendo acabar com a aprovação automática." Afirmou Paulo Skarf.
No horário político das 20h00 de ontem, o candidato Mercadante PT também fez uma proposta a respeito da educação em São Paulo. Mercadante afirmou que acabará com a aprovação automática além de valorizar professores da rede pública. Tanto Skarf quanto Mercadante estão com propostas distintas para a educação, porém, quando fui colher informações a respeito do candidato Alckmin, descobri que o candidato esteve evitando tocar no assunto, ou seja, caso ganhe as eleições, é provável que a atual situação da educação paulista continue por mais 4 anos, totalizando então 20 anos de descaso para com as crianças.

A educação é o eixo principal de uma sociedade, porém, é deixada de lado pelo PSDB. Infelizmente, escola não é prioridade para o partido tucano, e o que é pior, estão alienando as pessoas a este respeito. Sou professor de Educação Básica II e Ensino Médio, estou formado há quase 3 anos e já percebi onde está o problema. Se você acredita mesmo que os alunos não aprendem porque os professores ganham mal, estão enganados, pesquisem, questionem, não deixem a primeira mensagem lhes convencerem. O partido Tucano vem afirmando que os professores estão despreparados (Palavras de José Serra), entretando, eu com pouco mais de 4 anos de magistério, entrei mais em salas de aula do que o ex-governador de São Paulo, e digo mais, José Serra nunca ficou um só período em uma escola estadual, ele mesmo não aguentaria.
Não sou político, apenas quero que as coisas dêem certo. Só uma coisa eu digo: meu voto não vai para Alckmin até que ELE me prove que acabará com a Progressão continuada, o que duvido muito, pois, nem meus e-mails destinados ao candidato são respondidos.

Pensem nisso, se querem algo de bom para o futuro de São Paulo, ninguém fará milagres, mas o principal problema deve ser extinto.

Obrigado ao Paulo Skarf por ceder o espaço na rede
Obrigado ao Mercadante por colocar a educação em prioridade.

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